Welcome to (the jungle)Brazil

Voltar ao Brasil sempre eh uma experiencia no minimo curiosa. Voce ja se sente com um pezinho no Brasil na sala de embarque. Muito barulho e pessoas abrindo sua vida com direito a detalhes para estranhos que acabaram de conhecer.

– Olha aqui minha mao, ta vendo esse machucado? Nao sei porque isso apareceu, deve ser a idade ou stress.  Ano passado passei 3 meses no Brasil, para fazer uma cirurgia no ombro, ainda nao estou 100%.
– Nossa! Eu tenho um problema no ombro tambem, o medico falou que se eu tiver filho um dia nao vou poder carrega-lo no braco, vai chegar uma hora que nao vou suportar a dor. Ja pensou que coisa?!
Ou coisas do tipo:
(Ao passar algo sobre o filme do Michael Jackson na TV)
– Que pena que ele morreu!
– Ah, eh…mas eu nao gostava muito dele.
– Ah, eu tambem nao, mas depois que ele morreu fiquei com pena dele.
So me restou por os fones de ouvido e tentar ir pro meu “happy place”, pena que nao tinha “A necrofilia da arte” no playlist do iPod para acompanhar o momento.

Mas sabe quando realmente cai a ficha que voce esta prestes a chegar no Brasil? Quando chamam para o embarque executivo e prioritario e todo mundo corre para a fila como se tivessem tentando embarcar na Arca de Noe. Acho que o funcionario da Air Canada repetiu no minimo umas 5 vezes ate perder a paciencia e pedir para uma funcionaria anunciar em portugues(lusitano). Ok, tudo bem, talvez nem todo mundo falasse ingles e nao estivessem entendendo. Mas depois do anuncio em portugues ainda tinha gente tentando embarcar sem ter status de prioritario ou primeira classe e o funcionario, mais nervoso que antes, teve que vir andando pela fila agitando os bracos para cima e para baixo dizendo que naquela fila so podiam estar aqueles passageiros mencionados. Os teimosos ao sairem da fila de fininho ainda soltaram uns cochichos baixos de “eu te disse” e “carinha estressado”.

No aviao, perolas do quilate “o mundo eh dos ixxxperrtuxxx” sao ouvidas, enquanto um casal por volta dos seus 45 anos, conversam entre si. “Cruza uxx deduxx”, o outro responde. Tanta torcida era porque eles vieram la da frente e estavam com esperanca de pegar uma fila de 3 cadeiras para cada um deles. Pro azar deles os donos dos assentos chegaram e ficaram em pe olhando pro bilhete e para o numero das cadeiras com cara de que nao estavam entendendo nada(eram gringos, obviamente). O comissario veio em assistencia e vendo que o gringo estava com o bilhete certo pediu para ver o bilhete do “esperto”. Esse nao deu a minima satisfacao, so se levantou e foi pra sua cadeira, logo sendo seguido pela esposa(?), cujo os donos dos assentos tambem ja estavam chegando e saiu de fininho ainda largando um “eh, nao deu”.

Uma coisa que fica bem clara eh o respeito, ou a falta dele. Aqui as pessoas espirram em cima de voce e a ultima coisa que passa pela cabeca eh cobrir a boca ou nem ao menos pedir desculpa. As palavras “ultima chamada” entao perderam totalmente o significado para mim. Nas aproximadamente 5 horas que fiquei em Guarulhos, 90% dos voos fizeram “ultima chamada” pelo menos 5 vezes. Fiquei pensando se alguem mais alem de mim achava aquilo uma piada. E muitas vezes depois das 6 ou 7 ultimas chamadas o funcionario do portao de embarque ainda chamava o nome de um por um dos passageiros que estavam faltando pelo menos mais umas 3 vezes. Depois nao sabem porque os voos no Brasil atrasam tanto.

No desembarque em SP, a sintese do Brasil: um “caos organizado”. No balcao de conexoes da TAM, nenhum funcionario. Ninguem da infraero ou que pudesse dar alguma informacao no raio de 50 metros. Ao subir para check-in normal eu e mais 2 ou 3 passeiros na mesma situacao fomos informados que aquele balcao de conexao so abre depois das 14hs. Ok, entao ta… Disseram, obviamente, para pegar a fila do check-in normal.  Ate que a fila nao estava tao grande, mas foram colocando todos os passageiros dos voos para Recife, Foz do iguacu, Brasilia e mais umas 2 outras cidades que nao lembro agora, na minha frente e dos demais. Ainda bem que eu tinha muito tempo entre um voo e outro, porque quem chega com uma janela de tempo de 1:30h/2h achando que eh suficiente pode ser dar mal. Nao foram uma nem duas as reclamacoes que vi de pessoas que ja estavam perdendo ou ja haviam perdido a conexao. A TAM esta no processo de aceitacao da Star Alliance, se ela conseguir entrar a Star Alliance perde um pouco de credibilidade para mim.

Mas a cereja do bolo ainda estava por vir. Esperando no portao que estava designado no bilhete, veio um anuncio no microfone dizendo que o portao agora tinha sido mudado. Descendo nas escadas rolantes para o novo local, achei estar chegando numa rodoviaria de interior. Sujo, poucas cadeiras para muita gente. Esperei em pe por uns 50 minutos e ao ser anunciado o embarque prioritario, nao preciso dizer que todo mundo correu para fila. Nao houve repreensao em momento algum por parte dos funcionarios. E, pasmen, meu temor se confirmava. Por tras das vidracas havia um constante movimento de onibus chegando e saindo. A sensacao de rodoviaria de interior ficou para tras e deu lugar a algo ainda pior, a lembranca de terminal de onibus em Fortaleza no horario do rush quando os passageiros foram amontoados no onibus ate nao caber mais gente em pe. Nao durou mais que 3 ou 4 minutos, mas o suficiente para os menos afortunados que “viajavam” em pe caissem uns por cima dos outros nas curvas. Chegando na aeronave, outra recordacao do passado. Aeroporto Pinto Martins na decada de 80, la pelos idos dos meus 9/10 anos. Naquela epoca as pessoas desciam da aeronave e caminhavam ate o desembarque. Mas agora eu sei que isso eh normal em Guaraulhos, algumas pessoas disseram que eh assim que funciona quando o aeroporto esta muito movimentado. Eu sei que queria um desconto na minha passagem, paguei pra viajar de aviao e nao pegar coletivo lotado. Ridiculo.

Sim, nao estou feliz de estar voltando ao Brasil. Claro que as circunstancias nao ajudam, nao estou aqui a passeio. Mas tambem nao chega a ser como minha propria mae setenciou algumas vezes no passado, “nada aqui presta para voce”. Absolutamente, aqui sempre vai ter familia e amigos pelos quais estarei feliz por voltar. Alem de tudo, eu nunca vou deixar de ser brasileiro e isso nao eh uma mera questao de escolha. Eu nasci e vou morrer brasileiro.  O que eu  posso, e vou fazer, eh tentar preservar somente o lado bom da nossa cultura.
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Home Sweet Home

Finalmente estamos com um lar novamente. Agora so esta faltando o sofa chegar na terca-feira. O apartamento nao saiu muito barato, $950 com as utilities incluidas. Encontramos ate por $800 com dois quartos. Acabamos decidindo por esse por basicamente tres motivos principais, tendo em vista minha pressa em viajar para o Brasil deixando um ap todo “montado” para a Claudia.

Primeiro motivo, sendo imigrantes recem chegados(sem historia de credito, sem emprego, sem referencias de aptos anteriores) as imobiliarias ficam meio totalmente com o pe atras de alugar alguma coisa pra nos. Mesmo sendo uma pratica ilegal, elas pedem de 6 0u 12 meses(geralmente 12 meses) adiantados de aluguel. Assim na cara dura, sem pudor(nem medo). Outras ate citam a lei e dizem que eles nao podem pedir mas nos podemos oferecer, eh mole? Sem os requisitos a alternativa eh conseguir um avalista(fiador), dava vontade de rir quando os “corretores” sugeriam que sem emprego e historia de credito era “so” arranjar um guarantor. Mas como alguem tem coragem de sugerir isso para alguem que acabou de chegar no pais e nao conhece ninguem? Sem falar que ate para parentes eh um favor chato de se pedir(nao sendo pai ou mae), ser fiador em contrato de aluguel eh ingrato, ja trabalhei mais de 2 anos em imobiliaria no Brasil, ja vi muita confusao envolvendo isso. Enfim, nesse apartamento apenas mostramos o extrato da conta corrente, pagamos o primeiro mes de aluguel e o deposito e fizemos um contrato de experiencia de 4 meses.

O segundo motivo eh que nesse apartamento que alugamos a Claudia nao depende de transporte publico ou terceiros, para o trabalho sao 8 minutos de caminhada e para La Cite Collegiale(onde ela esta estudando frances) sao 10 minutos.

O terceiro, mas nao menos importante, aqui fica bem perto de paradas de onibus, menos de 2 minutos.

Levamos em conta alguns motivos secundarios tambem. Nao tem muitos estudantes no predio, isso eh importante porque estudante = festa = (muito)barulho. Ja tive vizinhos estudantes nos USA e sofri bastante e nao quero passar por isso de novo. O preco nao muito barato do apto ja serve como filtro tambem, ainda nos USA morei num pequeno ap que era bem barato, mas como o ditado diz “o barato sai caro”. O cara nao era estudante, alias, nao era nada, passava o dia em casa(provavelmente recebendo algum tipo de ajuda do governo), sempre tava na entrada bebendo sua cervejinha e olhando o movimento da rua e recebia amigos que ficavam ate 3/4h da madrugada. Alem de ser pet friendly, o staff ser simpatico, ter uma boa vizinhanca e o apto ser de um bom tamanho(para 1 bedroom).

Abaixo, foto do primeiro jantar oficial todo feito pela Claudia na nossa segunda noite e ja com a mesa montada. Na primeira noite foi sentado no chao mesmo e com comida congelada.

Primeiro jantar de verdade

Primeiro jantar de verdade

Retificando: So a titulo de informacao, o aluguel do carro na verdade saiu por Can$68. De gasolina gastamos apenas $7, devo ter rodado por volta de 60km.

Aniversario de um mes!

1 mes!

1 mes!

Primeiro queria agradecer ao apoio de todos, muito obrigado pelas palavras e pela forca(com cedilha…hehe).

Segundo, vamos ficar por uns dias fora do ar, finalmente estamos de mudanca para o nosso ap.

Resolvemos alugar um carro porque acho que o custo/beneficio eh melhor. A entrega da Ikea aqui em Ottawa eh $69 por 15 itens. Sem falar que nao fomos(vamos) somente na Ikea. Se fossemos pagar taxi sairia pelo menos o dobro disso. Resolvemos alugar o carro, um Toyota Corolla, que saiu por $80 e tem um porta-malas bem amplo. So pra dar uma ideia, peguamos o carro hoje 14hs e so conseguimos levar o que vinhamoscomprando aqui e ali desde que chegamos e uma ida na Ikea rendeu mesa de jantar, rack pra tv, side table e mais uma penca de quinquilharia pra casa. A cama deve ser entregue amanha, agora falta encontrar um sofa confortavel que nao seja o preco de um carrinho usado ou nao seja barato e duro como se fosse de alvenaria. Falta tambem a TV, mas ai peco a ajuda de alguem pra ir la comprar comigo. Nessa sexta ainda da pra dar um pulinho na Ikea de novo pra comprar mesa pro computador e mais algo que tenhamos esquecido e dar um pulinho na Dollarama antes de entregar o carro.

A experiencia de dirigir tem sido boa ate agora, aluguei so com a carteira de motorista do Brasil mesmo. O lado ruim eh se acostumar com a vida mansa de ter um carro. Eh um sensacao meio Cinderela, meia-noite(no nosso caso 14h) nossa carruagem vai virar abobora.

O proximo post agora sera so no apto novo, assim que conseguir instalar internet, o que vai demorar um pouco pq so devo ir atras disso amanha ou talvez sabado.

Interludio

Ainda no Brasil, fazendo checkups de rotina e para aproveitar o plano de saude antes de passar 3 meses
de carencia ate ser coberto pela sistema de saude da provincia de Ontario, descobri uma coisa que nao
era para estar la. O medico pediu uma biopsia e disse para nao se preocupar, afinal pelas
caracteristicas tinha 95% de chances de ser benigno. Fiz a biopsia poucos dias antes de embarcar e minha
mae ficou de pegar o resultado 10 dias depois. Nem lembrava mais do tal exame, afinal 95% de chance eh
muita coisa. Uma bela noite, ainda felizes pelas primeiras conquistas, recebi um telefonema da minha mae
dizendo que tinha recebido o resultado do exame e que eu precisava voltar ao Brasil o mais rapido
possivel: cai nos 5%.
Apesar de estar bem aquecido dentro de casa e ter feito um dia de outono bem agradavel na casa dos 16/17
graus, senti imediatamente um frio subindo pelos pes e tomando conta do corpo. Por essa eu nao esperava.
A primeira noite nao foi facil, nao somente pelo fato em si, mas por suas consequencias na nova vida
tambem. No dia seguinte minha mae conseguiu falar com o medico cirugiao que fara minha operacao e nos
tranquilizou, dizendo que nao havia tanta pressa e que eu poderia esperar ate uns 3 meses ainda com uma
boa margem de seguranca. Acontece que quanto mais demorar a ir, mais vai demorar para retomar a minha
vida aqui. Nao posso procurar trabalho sabendo que em no maximo 2 meses estaria partindo pro Brasil.
Perdi a oportunidade de comecar um programa bem concorrido de treinamento oferecido de graca para
imigrantes com background na area legal porque o programa comeca em novembro e vai ate fevereiro, na
entrevista de selecao contei sobre minha situacao e claro que fui preterido.
Enquanto vou ao Brasil a Claudia fica por aqui. Foi dificil convence-la, mas eh o mais racional a ser
feito. Do contrario, teriamos despesas em dobro, teriamos que passar tudo de novo mais 2x com a Mei e
toda a bagagem. Esta semana estamos alugando um ap e pretendo deixar tudo ajeitado para deixa-la
confortavel, dentro do possivel em vista das circustancias.
Mas estou encarando tudo como apenas um contra-tempo e uma segunda chance oferecida a mim, afinal se nao
tivesse feito esses exames meio que por acaso(o meu medico disse que ele proprio nem sabe porque pediu
os tais exames), a coisa seria bem mais feia no futuro. Assim que terminar minhas “ferias” estou de
volta pra lutar pelo meu lugar ao “sol”.
Ainda no Brasil, fazendo checkups de rotina e para aproveitar o plano de saude antes de passar 3 meses de carencia ate ser coberto pela sistema de saude da provincia de Ontario, descobri uma coisa que nao era para estar la. O medico pediu uma biopsia e disse para nao se preocupar, afinal pelas caracteristicas tinha 95% de chances de ser benigno. Fiz a biopsia poucos dias antes de embarcar e minha mae ficou de pegar o resultado 10 dias depois. Nem lembrava mais do tal exame, afinal 95% de chance eh muita coisa. Uma bela noite, ainda felizes pelas primeiras conquistas, recebi um telefonema da minha mae dizendo que tinha recebido o resultado do exame e que eu precisava voltar ao Brasil o mais rapido possivel: cai nos 5%.
Apesar de estar bem aquecido dentro de casa e ter feito um dia de outono bem agradavel na casa dos 16/17 graus, senti imediatamente um frio subindo pelos pes e tomando conta do corpo. Por essa eu nao esperava. A primeira noite nao foi facil, nao somente pelo fato em si, mas por suas consequencias na nova vida tambem. No dia seguinte minha mae conseguiu falar com o medico cirugiao que fara minha operacao e nos tranquilizou, dizendo que nao havia tanta pressa e que eu poderia esperar ate uns 3 meses ainda com uma boa margem de seguranca. Acontece que quanto mais demorar a ir, mais vai demorar para retomar a minha vida aqui. Nao posso procurar trabalho sabendo que em no maximo 2 meses estaria partindo pro Brasil.
Perdi a oportunidade de comecar um programa bem concorrido de treinamento oferecido de graca para imigrantes com background na area legal porque o programa comeca em novembro e vai ate fevereiro, na entrevista de selecao contei sobre minha situacao e claro que fui preterido.
Enquanto vou ao Brasil a Claudia fica por aqui. Foi dificil convence-la, mas eh o mais racional a ser feito. Do contrario, teriamos despesas em dobro, teriamos que passar tudo de novo mais 2x com a Mei e toda a bagagem. Esta semana estamos alugando um ap e pretendo deixar tudo ajeitado para deixa-la confortavel, dentro do possivel em vista das circustancias.
Mas estou encarando tudo como apenas um contra-tempo e uma segunda chance oferecida a mim, afinal se nao tivesse feito esses exames meio que por acaso(o meu medico disse que ele proprio nem sabe porque pediu os tais exames), a coisa seria bem mais feia no futuro. Assim que terminar minhas “ferias” estou de volta pra lutar pelo meu lugar ao “sol”.

Capitulo 3: Chegada em Ottawa

Chegada em Ottawa
No aeroporto de Ottawa, o oposto de Toronto. Bem menor e tremendamente tranquilo. Poucas pessoas pegando bagangens na esteira, a grande maioria do aviao lotado que partiu de Toronto eram de executivos, advogados e outros profissionais portando somente bagagem de mao. Pegamos as bagagens e fui ao telefone publico avisar a dona do Homestay que estavamos chegando antes do previsto, haviamos avisado que chegariamos depois das 11hs e ainda eram 9h da manha. Ninguem atendeu e deixei recado na secretaria eletronica. Ainda meio atordoados ficamos sem saber o que fazer, decidi que a unica opcao era arriscar ir ao Homestay e ver se tinha alguem em casa. Pegamos um taxi e puxei conversa com o motorista que era do Iraque e bem simpatico, pedi para parar no caminho em algum lugar que vendesse artigos para animais. Depois de mais de um dia de viagem tinhamos que comprar o mais rapido possivel uma caixa de areia e comida para a Mei.
Chegando no Homestay esperamos um pouco pois o quarto ainda nao estava pronto. As forcas ja estavao no final, foram so o suficiente para subir as escadas da casa e levar as malas para o quarto de uma por uma, nao conseguia mais fazer duas por vez, uma em cada mao. Apesar do cansaco, depois de um banho quente e demorado, resolvemos ir dar uma volta na cidade e ver se ja davamos entrada no SIN Card. Perguntamos como faziamos para chegar em Downtown e a dona do Homestay mandou pegar o onibus 12 na Montreal Rd, ha 4 quarteiroes de onde estamos que desceriamos por la. O dia estava ensolarado e fazia em torno de 16 graus, o que nao eh frio, mas para quem chega do nordeste brasileiro eh uma diferenca de 14/15 graus. Descemos na ultima parada e fomos andando seguindo mais ou menos as instrucoes que nos foram dadas, consegui encontrar o City Hall sem precisar pedir a ajuda de ninguem, aproveitando aquele momento inicial que mescla o fascinio de estar num lugar completamente novo com a inseguranca de nao fazer a menor ideia de onde se esta. O SIN Card foi facil, ja o OHIP nao deu pra tirar no mesmo dia pois nao tinhamos todos os documentos exigidos ainda.
A essa altura estavamos famintos, pois a ultima refeicao (mais ou menos) de verdade tinha sido o cafe da manha no aviao as 5h da manha, sendo que no voo Toronto-Ottawa foi servido agua/suco e dois biscoitinhos de cranberry e ja eram por volta de 16h da tarde. Na caminhada de ida ao City Hall tinhamos “pre-escolhido” um local que tinhamos achado simpatico pra comer. A escolha se revelou acertadissima, comida boa e barata, estilo do subway mas sendo melhor(mais gostinho de home-made) e ainda aproveitei para matar a saudade de ginger ale, que particularmente acho melhor que guarana. Depois caminhamos por pelo menos mais uma hora por Downtown e fomos procurar a parada para voltar pra casa, ja que o trajeto de volta do onibus que pegamos passava por uma rua diferente da vinda. Chegamos no Homestay por volta de 19h da noite, ainda comecando a escurecer. No processo de procurar coisas nas malas e arrumar a bagunca um pouco fomos dormir por volta de 22:30h.
No aeroporto de Ottawa, o oposto de Toronto. Bem menor e tremendamente tranquilo. Poucas pessoas pegando bagagens na esteira, a grande maioria do aviao lotado que partiu de Toronto eram de executivos, advogados e outros profissionais portando somente bagagem de mao. Pegamos as bagagens e fui ao telefone publico avisar a dona do Homestay que estavamos chegando antes do previsto, haviamos avisado que chegariamos depois das 11hs e ainda eram 9h da manha. Ninguem atendeu e deixei recado na secretaria eletronica. Ainda meio atordoados ficamos sem saber o que fazer, decidi que a unica opcao era arriscar ir ao Homestay e ver se tinha alguem em casa. Pegamos um taxi e puxei conversa com o motorista que era do Iraque e bem simpatico, pedi para parar no caminho em algum lugar que vendesse artigos para animais. Depois de mais de um dia de viagem tinhamos que comprar o mais rapido possivel uma caixa de areia e comida para a Mei.
Chegando no Homestay esperamos um pouco pois o quarto ainda nao estava pronto. As forcas ja estavao no final, foram so o suficiente para subir as escadas da casa e levar as malas para o quarto de uma por uma, nao conseguia mais fazer duas por vez, uma em cada mao. Apesar do cansaco, depois de um banho quente e demorado, resolvemos ir dar uma volta na cidade e ver se ja davamos entrada no SIN Card. Perguntamos como faziamos para chegar em Downtown e a dona do Homestay mandou pegar o onibus 12 na Montreal Rd, ha 4 quarteiroes de onde estamos que desceriamos por la. O dia estava ensolarado e fazia em torno de 16 graus, o que nao eh frio, mas para quem chega do nordeste brasileiro eh uma diferenca de 14/15 graus. Descemos na ultima parada e fomos andando seguindo mais ou menos as instrucoes que nos foram dadas, consegui encontrar o City Hall sem precisar pedir a ajuda de ninguem, aproveitando aquele momento inicial que mescla o fascinio de estar num lugar completamente novo com a inseguranca de nao fazer a menor ideia de onde se esta. O SIN Card foi facil, ja o OHIP nao deu pra tirar no mesmo dia pois nao tinhamos todos os documentos exigidos ainda.
A essa altura estavamos famintos, pois a ultima refeicao (mais ou menos) de verdade tinha sido o cafe da manha no aviao as 5h da manha, sendo que no voo Toronto-Ottawa foi servido agua/suco e dois biscoitinhos de cranberry e ja eram por volta de 16h da tarde. Na caminhada de ida ao City Hall tinhamos “pre-escolhido” um local que tinhamos achado simpatico pra comer. A escolha se revelou acertadissima, comida boa e barata, estilo do subway mas sendo melhor(mais gostinho de home-made) e ainda aproveitei para matar a saudade de ginger ale, que particularmente acho melhor que guarana. Depois caminhamos por pelo menos mais uma hora por Downtown e fomos procurar a parada para voltar pra casa, ja que o trajeto de volta do onibus que pegamos passava por uma rua diferente da vinda. Chegamos no Homestay por volta de 19h da noite, ainda comecando a escurecer. No processo de procurar coisas nas malas e arrumar a bagunca um pouco fomos dormir por volta de 22:30h.

Mais um pouco sobre o Landing

Ainda sobre o Landing na versao da Claudia:

“Chegamos em Toronto ainda escuro, 5:30h da manha. Ficamos perplexos com o tratamento que recebemos em Toronto, de todas as autoridades com que tivemos que lidar. Todos, sem excecao, foram muito mal-educados, beirando a grosseria. O sujeito da imigracao duvidou descaradamente de tudo que dissemos e so faltou me engolir por que eu tinha colocado apenas as iniciais numa linha de um formulario onde eu deveria ter assinado (tinha outra linha que pedia apenas as iniciais). Sinceramente, teve um momento que eu pensei que ele iria nos mandar de volta. Foi horrivel.

A funcionaria seguinte, a quem entregamos a declaracao de bens, pediu que pagassemos a taxa de entrada da Mei (que era de CAD$30, nao podia ser cheque, nem cartao, nem dolar americano, tinha que ser o canadense) e ficou enfurecida porque o Carlos nao tinha dinheiro trocado. Quando ele pediu desculpas ela tacou um “whatever” na cara dele, acredita? Agora pronto. Somos imigrantes, a moeda deles eh dificil de encontrar e a gente tem a obrigacao de ter o dinheiro trocado?Enfim, tive uma pessima primeira impressao, a ponto de querer dar meia volta. Pensei que os canadenses eram todos uns grossos e que os imigrantes nao eram bem vindos aqui.

Mas gracas a Deus eu estava errada, e quando chegamos em Ottawa tudo foi diferente. Fomos muito bem recebidos e bem tratados por todos, comecando do taxista que nos trouxe ate o homestay. “